17 de nov de 2014

Jogando xadrez com os anjos, Fabiane Ribeiro

Título: Jogando xadrez com os anjos
Autor: Fabiane Ribeiro
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579303234
Ano: 2013
Páginas: 396
Skoob: Adicione
Inglaterra, 1947. A Europa encontra-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, assim como o coração de Anny. A garota de oito anos vê seu mundo desmoronar ao receber a notícia de que não poderá mais viver com os pais e terá que se mudar de casa levando pouco mais que seu tabuleiro de xadrez. Tudo parecia um pesadelo, até que surge Pepeu, um jovem misterioso que mudará para sempre a vida de Anny, levando-a a aprender sobre o mundo e a viver momentos emocionantes sem sair dos canteiros de seu pequeno jardim. Ao lado de anjos que são colocados em sua jornada, a doce menina aprende a enfrentar as dificuldades através de lições de abnegação, fé e amor verdadeiro.

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Bom, eu estou. Finalmente consegui um tempinho para mais um post (ebaaa) e hoje trago à vocês a resenha de um livro que gosto muito. Esse livro comprei no catálogo da Avon (ignorem minha pobreza), estava super baratinho e então decidi comprá-lo junto com Garota Interrompida. Eu achava que o livro não superaria minhas expectativas, fiquei muito surpreso logo nas primeiras páginas e pude ver o potencial da autora. Primeiramente, pensei que era estrangeiro já que a história se desenvolve na Inglaterra, mas não, a autora é brasileiríssima! Já falei com ela pelo Twitter, super gente boa e humilde.
"A diferença entre os adultos e as crianças é que, quando crescemos, aprendemos a usar palavras difíceis, achamos que entendemos de tudo, aprendemos a nos distanciar dos sonhos e fingimos muito. Porque sempre nos preocupamos em manter as aparências, e não em fazer coisas que nos deixam realmente felizes. Deixamos de nos encantar, de dar valor ao que tem valor, de fazer o mundo ao nosso redor sorrir e de sorrir de volta para ele. Não nos permitimos fazer coisas diferentes, porque seguimos regras o tempo todo. Aí, cada vez mais pensamos que podemos controlar tudo e a todos; e ensinamos as crianças, quando, na verdade, elas é que deveriam nos ensinar."
A personagem principal é uma menininha chamada Anny, que logo conseguiu me encantar por sua inocência e fofura. Anny, é uma menina muito doce, ela consegue ver o amor em tudo, até mesmo quando não há ao nossos olhos, a fé que ela possui de que Deus é a base de tudo só fez com que o livro fosse mais emocionante e comovente. Nas primeiras páginas já senti aquela revolta no meu coração, me deu muita pena dela, a vontade que tinha era de estar naquele momento e abraçá-la.
Como os pais da Anny trabalham a semana inteira, eles ficavam juntos apenas um dia na semana, para uma criança isso é uma eternidade. Então, todo sábado, que era o dia da família estar reunida, ela acordava bem cedo para fazer o café da manhã e logo em seguida ela se direcionava para o quarto dos pais para acordá-los.
— Estão mesmo — concordou Cindy — , só não entendo por que você insiste em nos chamar cedo. Ainda estamos exaustos pela semana de trabalho. Você é uma ingrata, Anny, isso sim!
Cindy, que é a mãe de Anny, é do tipo de mãe que não desejaria para ninguém. Ela é bem dura com a filha, isso me surpreendeu muito, houve momentos que tive uma imensa vontade de socar a cara dessa infeliz. Anny apenas chamava os pais bem cedo para ter mais tempo para ficar com eles, quando o dia acabava ela tinha que esperar o outro sábado para vê-los novamente. Já o pai, Jefferson, entendia a filha e fazia de tudo para deixá-la feliz.
O trabalho dos pais é bem misterioso, desde o começo do livro senti algo estranho sobre isso, que só com o desenrolar da história que pude entender do que se tratava. Eles isolavam muito a filha por causa do trabalho, para eles era muito arriscado deixá-la ir para escola, ter amiguinhos e outras coisas que nós tivemos o prazer de desfrutar quando crianças.

Anny tinha suas aulas em casa com uma professora particular chamada Jane, era proibida de sair de casa sozinha e muito menos ter amigos. Então, ela passava a semana inteira em seu quarto de brinquedos com seu urso de pelúcia chamada Tiara e seu tabuleiro de xadrez que fora dado por seu pai.

De todos presentes que ela havia ganhado, para ela o tabuleiro de xadrez era o mais bonito, achei muito mas muito fofo a forma como a autora descreveu a sensação que Anny teve ao vê-lo pela primeira vez, ela ficou encantada ao tocar as peças de cristais transparentes e negros.
Ela passava toda semana jogando xadrez sozinha, ela praticava muito para um dia ser tão boa quanto o pai. A pureza dela era tão grande que às vezes me deixava com muita raiva, vou já explicar o porquê. Os pais receberam uma nova proposta de emprego, na qual eles teriam que passar um ano viajando, então, eles deixaram a Sra. Jane (professora) encarregava de cuidar de Anny.
Quando os pais deram a notícia, Anny chorou muito, quase partiu meu coração, não queria ficar longe dos pais por tanto tempo e muito menos ficar com Jane.

Ela não gostava da Jane da mesma forma que eu também não gostava. Na mesma hora em que Anny entrou na casa dela, já foi ditando as regras, regras absurdas para uma criança de sete/oito anos. Uma das regras que me deixou muito revoltado foi que ela era proibida de sentar à mesa quando Jane e seu marido estiverem tomando café, almoçando, jantando ou qualquer outra refeição, ela tinha que esperar eles terminarem para poder comer e ainda era obrigada a lavar toda louça suja. Também não podia sentar no sofá, dirigir a palavra à eles, enfim, a vida dela virou um inferno.
Mesmo diante de tudo isso, ela não perdia fé de que um dia poderá ver os pais novamente, ela não se importava se teria que esperar um ano para vê-los. A Sra. Jane era muito rude e má, talvez pelo motivo de nunca ter tido um filho, por seu casamento estar uma droga, e a melhor oportunidade de descontar toda raiva dela foi na pobre coitada da Anny. Teve uma vez que Anny levou uma pisa tão violenta que chegou a desmaiar e tiveram que chamar um médico, fiquei muito triste, ela apanhou porque estava brincando sozinha, era seu único passatempo já que não podia sentar no sofá e ver tevê. E mesmo depois de ter ficando com graves ferimentos, ela não guardou nenhum rancor pela Sra. Jane,

Jane chegou a mandar Anny para um manicômio alegando que ela estava ficando louca por encontrá-la brincando e conversando sozinha
Então pessoal, se eu continuar vou acabar contando toda história do livro (risos), mas para completar, esse livro me mostrou que não importa por qual situação você esteja passando mas nunca perca a fé, Anny sempre conversou com Deus, pedia forças para aguentar tudo até o dia em que seus pais voltariam para buscá-la, fiquei muito satisfeito com o final, cada personagem teve seu merecido final feliz (nem todos). Acredito que vocês também sentiram aquela aflição para terminar o livro e saber o que vai acontecer no final, eu fiquei muito ansioso, cada página virada valeu muito a pena. Aconselho comprar pelo catálogo da Avon (não me julguem) lá sempre está bem baratinho. 

P.S: Vi a postagem da Ju, adorei o filme Um Porto Seguro, então já que tenho o livro aqui desde agosto, resolvi começar por ele :).
P.S: Também vi que a Ro comprou Extraordinário, bem que a gente poderia marcar um dia para começarmos a ler e depois fazer uma resenha dupla (eba).
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6 comentários:

  1. O livro parece muito lindo mesmo. Não conhecia a proposta da história, só tinha ouvido falar do título.
    A trama parece bastante intensa e revoltante em algumas partes, mas ainda bem que, no final das contas, a personagem consegue ter seu final feliz.
    Vou anotar a dica e ler num momento adequado de vida! rs
    bjs

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    1. Faça isso mesmo, garanto que você não vai se arrepender. :)

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  2. Já tinha ouvido falar desse livro mas sei lá, pelo nome achei que era alguma coisa religiosa, não imaginei que fosse a história de uma menininha. Fiquei morrendo de vontade de conhecer essa fofura agora! E já estou revoltada com tudo que ela passa!

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    1. O livro é ótimo e encantador, você irá gostar 😃

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  3. Oi Lissandro, tudo bom?!

    Adoro comprar livros pelo Avon, bate aqui \o/ Já tinha lido uma resenha/indicação desse livro, mas o meu não chegou. O livro parece ser lindo e muito emocionante. O melhor ainda é saber que a autora é brasileira. Vou anotar a dica mais uma vez! Fiquei curiosa para conhecer a história e já me irritei/revoltei com tudo o que ela passa >_< Parabéns pela resenha!

    Beijos, Rob

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