11 de out de 2016

Conhecendo o Autor - Edgar Allan Poe

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês um pouquinho sobre a vida e obra do contista, crítico, poeta, romancista e filósofo Edgar Allan Poe. Considerado o pai da literatura policial e mestre do terror, foi o primeiro escritor norte americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis. Confiram!


Edgar Allan Poe nasceu em 19 de Janeiro de 1809 em Boston, Massachusetts. Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores de teatro. Aos dois anos de idade ficou órfão e foi adotado pelo casal John Allan e Frances Keeling Allan; eles não o adotaram formalmente, mas deram seu sobrenome Allan a Poe. 

Os pais adotivos de Poe tinham muitas posses e proporcionaram a melhor educação a ele. Aos 17 anos ingressou na Universidade de Virgínia, vivendo uma vida boêmia, se entregando ao álcool, jogos e mulheres. Poe ficou apenas um semestre na universidade.

Após desentendimentos com seu pai adotivo devido a dívidas de jogos, Poe se alista nas Forças Armadas. No mesmo ano publica seu primeiro livro Tamerlane and Other Poems. Dois anos depois Poe pede baixa no exército. Em 1829 sua mãe adotiva falece e logo após Poe alista-se na Academia Militar de West Point, sendo dispensado alguns meses depois devido a sua indisciplina. Devido a essa dispensa, corta definitivamente sua relação com o pai adotivo.

Poe mudou-se, em seguida, para Baltimore, para a casa da sua tia viúva, Maria Clemm, e da sua filha, Virgínia Clemm. Durante esta época, Poe usou a escrita de ficção como meio de subsistência e, no final de 1835, tornou-se editor do jornal Sothern Literary Messenger em Richmond, tendo trabalhado nesta posição até 1837. Em 1836 Poe se casa, em segredo, com sua prima Virgínia, de treze anos.
 
Virgínia Clemm
Em 1845 Poe publica seu poema "O Corvo" que viria a ser uma de suas mais famosas obras. Dois anos mais tarde sua esposa Virgínia morre, vítima de tuberculose, agravando ainda mais os problemas de Poe com o alcoolismo. 

Cada vez mais instável, após a morte da esposa, Poe tentou cortejar a poeta Sarah Helen Whitman. No entanto, o seu noivado com ela acabaria por falhar, alegadamente em virtude do comportamento errático e alcoólico de Poe, mas bastante provavelmente também devido à intromissão da mãe de Sarah, que não via Poe com bons olhos. Nesta época, segundo ele mesmo relatou, Poe tentou o suicídio por sobredosagem de láudano, e acabou por regressar a Richmond, onde retomou a relação com uma paixão de infância, Sarah Elmira Royster, então já viúva.
 
Em 3 de Outubro de 1849, Poe é encontrado por um amigo em estado de profundo desespero, largado numa taberna sórdida, de onde o transportaram imediatamente para o Washington College Hospital. Estava inconsciente e moribundo. Ali permaneceu, delirando e chamando repetidamente por um misterioso "Reynolds", até morrer, na manhã do dia 7 de Outubro aos 40 anos, deixando uma vasta obra em sua vida de sacrifícios e desordem.
 
Nunca foram apuradas as causas precisas da morte de Poe, sendo bastante comum, apesar de não comprovada, a ideia de ter sido causada por embriaguez. Por outro lado, muitas outras teorias têm sido propostas ao longo dos anos, entre as quais estão presentes: diabetes, sífilis, raiva, overdose de ópio e doenças cerebrais raras. 
 
Edgar Allan Poe se consagrou como um dos mestres do gênero do terror e pai da literatura policial. As obras mais conhecidas de Poe pertencem ao estilo Gótico, um gênero que ele seguiu para satisfazer o gosto do público. Os contos góticos apresentam invariavelmente personagens doentias, obsessivas, fascinadas pela morte, vocacionadas para o crime, dominadas por maldições hereditárias, seres que oscilam entre a lucidez e a loucura, vivendo numa espécie de transe, como espectros assustadores de um terrível pesadelo. Entre os contos, destacam-se O gato preto, Ligéia, Coração denunciador, A queda da casa de Usher, O poço e o pêndulo, Berenice e O barril de amontillado.
 
Ao contrário de seus contos góticos, seus contos policiais primam pela lógica rigorosa e pela dedução intelectual que permitem o desvendamento de crimes misteriosos. Entre eles os mais famosos são Assassinato de Maria Roget, Os crimes da Rua Morgue e A carta roubada.

Em seus contos, Poe se concentrava no terror psicológico, vindo do interior de seus personagens ao contrário dos demais autores que se concentravam no terror externo, no terror visual se valendo apenas de aspectos ambientais.
"Eu não tinha medo de olhar as coisas horríveis, mas ficava apavorado com a ideia de nada ver."
Geralmente, os personagens sofriam de um terror avassalador, fruto de suas próprias fobias e pesadelos, que quase sempre eram um retrato do próprio autor, que sempre teve sua vida regida por um cruel e terrível destino. Nenhum de seus contos é narrado em terceira pessoa, desse modo, vê-se como realmente é sempre "ele" que vê, que sente, que ouve e que vive o mais profundo e escandente terror. São relatos em que o delírio do personagem se mistura de tal maneira à realidade que não se consegue mais diferenciar se o perigo é concreto ou se trata apenas de ilusões produzidas por uma mente atormentada.
"E hoje quando passa o viajor. Pelas janelas candentes, vê negras formas de horror bailando acordes dementes."
Sua fina ironia, seu sarcástico humor e suas inigualáveis lógica e sagacidade também são elementos que cunharam a obra desse homem que influenciou de forma decisiva o conto moderno de horror.

Ler as histórias de Edgar Allan Poe nos faz regressar aos tempos de infância, em que os maiores medos despertavam o horror, mas também deixavam um estranho desejo de sentir o corpo arrepiar, só mais um vez. Uma experiência simples e inigualável. 
"O que vejo, o que sou e suponho será apenas um sonho num sonho?"
E então pessoal, conheciam o autor? Já leram alguma obra dele? Gostaram de conhecê-lo? Gostaram deste tipo de postagem? Querem ver algum autor por aqui? Comentem, deem críticas e sugestões. Lembrando que este texto é uma compilação de dados que encontrei fazendo uma pesquisa sobre o autor, as referências estão logo abaixo, qualquer coisa é só comentar que tomarei as devidas providências.
  
Referências:

Sites:




Livro: 

POE, E. A. Histórias Extraordinárias. Tradução e adaptação de Clarisse Lispector. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

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