7 de ago de 2017

O mínimo para viver (To the bone), 2017

Olá pessoas, tudo bem? 

O filme a ser conversado hoje é o "O mínimo para viver" protagonizado pela Lilly Collins. Ellen sofre de um distúrbio alimentar e já desistiu de tentar melhorar, na verdade acho que ela nunca quis. Ela não tem perspectiva nenhum de ter uma vida saudável e passa dia após dia, apenas existindo. Em um momento de desespero, sua família encontra um médico que tem um método pouco convencional de tratamento e isso vai desafiar Ellen a querer viver a vida como ela deveria.


O filme, logo de cara já apresenta o distúrbio que Ellen sofre e o quanto ela é obcecada por isso. Ela é capaz de decorar as calorias que tem no seu prato de comida e faz questão de não comer nada. O mínimo esforço que ela faz é pelos outros e nunca por ela mesma. Acredito que o filme trás um certo relato bem real de como funciona o cotidiano das pessoas que sofrem de anorexia/bulimia. Tanto Ellen quanto sua família, estão cansados de vê-la definhando e a acusam de não tentar, de não querer melhorar.


Eu nunca passei por isso e nunca conheci ninguém que tenha passado também, mas acredito, e o filme deixou essa mensagem bem claro, que o processo de melhora só acontece quando a pessoa que está passando pela situação, deseja melhorar. Não vai adiantar a família acusá-la e desistir, o que a família precisa fazer, é apoiar e estar presente, sem julgamentos.



O filme não é um relato de superação, e como eu disse, apresenta as dificuldades tanto da família quanto da protagonista. O quanto Ellen automutila-se por acreditar não ser capaz de ter alegrias, relacionamentos e amizades. Ela acredita não ser digna de felicidade e ela tenta afastar todas as pessoas que a querem bem.

Imagino que o resultado de um tratamento para esse e outros tipos de transtornos, não é instantâneo. É necessário dar um passo de cada vez, é necessário se sentir seguro e aos poucos começar a andar sozinho e acho que o filme retrata isso muito bem.


Agora vamos para as partes que eu não gostei tanto:

- senti que faltou um pouco de desenvolvimento dos personagens. Por exemplo: quando Ellen vai para a casa de recuperação, ela divide o estabelecimento com outras pessoas, mas não sabemos muito o que aconteceu com eles e nem como eles estão superando os problemas deles. Sabemos algo de um ou outro e só. Temos uma personagem gorda lá, mas não sabemos o que ela está fazendo lá ou qual distúrbio ela enfrenta, a personagem mal fala durante o filme. Achei que faltou um pouco de representatividade aí.

- O final, aaahhh o final. Deixou a desejar, achei bem 'meeh' e muito aberto para interpretações. O filme tem muitos buracos abertos e falo novamente, faltou aprofundamento.

- Eu sei bem pouco como funciona a anorexia/bulimia, achei que o filme mostraria um pouco sobre isso e não apenas mostrar alguém que sofre disso. Continuo sem saber como funciona a doença e/ou o que leva a pessoa a passar por isso. 


No entanto, gostei muito da atuação da Lilly Collins, foi algo real de assistir, uma das melhores atuações dela. Um curiosidade: vocês sabiam que a Lilly Collins teve anorexia na época da escola e que quando ela foi convidada a fazer o filme, ela pensou mil vezes, pois achou que poderia ativar gatilhos do passado? O que incentivou ela a fazer o filme, foi a ideia de que essa representação, pode ajudar muitas pessoas pelo mundo que sofrem do mesmo distúrbio e que está tudo bem pedir ajuda. Legal né?! Lilly Collins arrasou!

Também gostei muito de ver o Keanu Reeves, ele parecia estar se divertindo. Não parecia algo forçado e nem algo mecânico, o ator pareceu bem à vontade e o que deixa o filme mais gostoso de assistir.

Enfim, apesar de alguns buracos, pontas soltas e mal desenvolvimento de personagens, eu gostei bastante do filme. É suficiente para emocionar e te fazer pensar um pouco sobre a vida. Teve algumas cenas bem chocantes, e pode (ou não) ativar gatilhos, então... Cuidado.



Título original: To the bone
Direção: Marti Noxon
Duração: 107 minutos
Ano: 2017


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2 comentários:

  1. Eu amei muito esse filme, e no meu caso foi um gatilho sim, leve mas foi... Realmente a atuação da atriz foi muito real e foi um filme que chorei desde os primeiros cinco minutos... Maravilhosa resenha! Parabéns!

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