18 de nov de 2015

A Playlist de Hayden, Michele Falkof

Olá amores! 
Dessa vez eu finalmente devorei "A playlist de Hayden". Esperei muito por sua chegada (desde julho para ser precisa), estava com as expectativas lá em cima e em grande parte não me decepcionei. Vamos lá:

Título Original: Playlist for the dead
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Ano: 2015
I.S.B.N: 9788581637044
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Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava. A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

Como começar essa resenha? Sam encontra o corpo do melhor amigo junto com uma playlist endereçada a ele. Logo ficamos sabendo que os dois sofriam bullying do irmão de Hayden, Ryan e seus dois amigos. Mas o que justificaria tal ato do garoto? Eles já passaram por muitas coisas e Sam nunca cogitou suicídio. E imaginava que Hay também não. Ao longo da narrativa percebemos que há mais mistérios do que imaginamos.
"Eles iam mesmo até o altar dizer coisas boas sobre Hayden? Falar sobre como sentem a falta dele, que grande perda ele será para todos….Será que aquelas pessoas fazem noção de como elas contribuíram para o fato de estarmos todos ali naquele dia?” (Pág. 24)
Uma trama de acontecimentos culminou na decisão de Hayden  de tirar a própria vida No dia do funeral, Sam escapa da hipocrisia de ver todos ali em cima do corpo e vai para a loja em que costumavam ir. Lá, ele conhece Astrid, uma jovem que também estava no funeral. O primeiro mistério sobre Hayden paira sobre a cabeça de Sam: por que o amigo jamais mencionou a amizade com uma garota? Sam também se sente atraído por Astrid e os dois começam a ficar bem próximos.

"Fechei os punhos, afundando as unhas nas palmas das mãos, e tentei me acalmar. Eu havia passado os últimos dias alternando o ódio por Hayden com a saudade, me sentindo culpado e deprimido, sem saber como deveria me sentir, mas desejando me sentir, de alguma forma, diferente. Ele me deixou sozinho e eu jamais tinha feito isso com ele, não importava o quanto estivesse com raiva. Tudo isso impedia que eu dormisse, por isso, mais do que todo o resto, eu estava exausto. Exausto e morrendo de ódio. Uma excelente combinação." (Pág.16)
" - Quando foi que superou? - eu perguntei. - Quando você começou a sentir que estava ok, tipo, estar no mundo de volta?''(Pág.209)

Além disso, Sam tem que conviver com a auto-piedade de todos e sua falta de sono. Para piorar a situação, alguém está se vingando da "trifeta" do bullying, como os dois amigos chamavam Ryan, Trevor e Jason. Todo confuso, Sam não sabe se ele mesmo está fazendo a vingança, se alguém está vingando o amigo por ele, porque ele também recebe mensagens no jogo que costumava jogar com o amigo. Mas será que é tudo real, a vingança, as mensagens e até uma visão que ele teve no seu quarto?


O que eu posso dizer é que realmente deve ser devastador perder um amigo (pior, o único) quando se é adolescente e sofre preconceito. Porque se essa fase já é confusa por si só. Ter que juntar todas as peças para descobrir o que de fato aconteceu é o que nos faz devorar a obra. Outro ponto é que a última conversa de Hayden e Sam foi uma briga e vemos o quanto isso mexe com o garoto.A narração fica por conta do Sam, em primeira pessoa e a leitura flui. Eu só achei que os mistérios poderiam ser mais desenvolvidos ao longo da história, porque as revelações ficaram muito para o final.Os últimos capítulos foram praticamente de Astrid, Jesse, Eric (amigo gay de Astrid que também sofreu preconceito) e Ryan contando suas partes na história que culminou a morte de Hayden. Isso tornou o final um pouco cansativo, mas nada que estrague o livro.

“ Pensei por um minuto sobre a crescente lista de pessoas que se sentiam responsáveis pela morte de Hayden. Todos nós estávamos certos e todos estávamos errados ao mesmo tempo. E por fim, foi Hayden quem tomou aquela decisão. ” (Pág. 277)

 "A playlist de Hayden" é sem dúvidas, uma obra que fala sobre amizade, amor, morte e bullyng. E como as atitudes de uma pessoa podem acabar com uma vida. Sem falar é claro, da ótima seleção de canções (algumas clássicas) e de referências de séries e quadrinhos bem atuais. Para ler e ouvir junto, aqui você escuta as músicas. Com uma excelente narrativa e personagens tão bem construídos que nos fazem sentir e entender tudo o que passaram, Michele deu o seu recado. E apesar de parecer uma história simples, sem um grande enredo, há uma proximidade com a realidade maior do que eu imaginava: afinal, poderia acontecer com qualquer amigo próximo ou até com nós mesmos.

Besos!

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