25 de jan de 2016

O Primeiro Dia - Marc Levy

Olá pessoal, tudo bem?

O livro de hoje envolve romance, mistério e aventura, além de te levar a pensar sobre alguns fatos da vida, principalmente sobre sua origem. Confiram! 

Título Original: Le Premier Jour
Título: O Primeiro Dia
Autor(a): Marc Levy
ISBN: 9788581050980
Ano: 2012
Páginas: 367
Editora: Suma de Letras
Nota: 4/5
Adicione: Skoob
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Adrian é um astrônomo que dedica sua vida à procura da mãe de todas as estrelas, a primeira a brilhar no céu, milênios atrás, no nascimento do universo. Keira é uma arqueóloga cuja meta é a descoberta do fóssil do primeiro ser humano a caminhar sobre a Terra. Um pingente desenterrado do sopé de um vulcão adormecido une estas duas trajetórias - e, juntos, Adrian e Keira embarcarão numa aventura que os levará do coração da África às montanhas da China, em busca de respostas para perguntas milenares de toda a Humanidade.
Keira é uma jovem arqueóloga que passou três anos comandando uma escavação no Vale do Omo, na Etiópia. Seu objetivo era encontrar o fóssil do primeiro homem. Mas seu sonho foi literalmente varrido por uma tempestade de areia. Sem dinheiro para continuar sua pesquisa, Keira retorna para a Europa, mas ela não deixou apenas sua pesquisa para trás, deixou também um garotinho órfão, Harry, ao qual tinha se apegado muito, mas levou consigo uma recordação do pequeno, um pingente de uma rocha vulcânica dado a ela de presente por ele, com este pingente também ia a promessa de voltar para buscá-lo.
"Dentro da tenda, na hora de dormir, ela ficava atenta ao som dos passos de 'Harry' - era como passara  a chamá-lo. Por que esse nome? Não sabia muito bem, viera num sonho." 
Adrian é um renomado astrônomo, desde pequeno ele se pergunta: "- Onde começa a autora?", este foi o motivo pelo qual escolheu essa profissão. Adrian realizava sua pesquisa no Planalto do Atacama, no Chile, ele buscava encontrar a primeira estrela, ele queria entender todos os detalhes do nascimento do universo. No entanto suas condições físicas não colaboraram para a continuação de seus trabalhos, e assim ele retornou à Europa.
"De terno e gravata, avental de cientista ou roupa de palhaço, a criança que fomos fica para sempre em nós."
Ao retornar para Europa Keira conhece Ivory, um senhor que trabalha no mesmo museu que sua irmã Jeanne. Ivory fica muito intrigado com o pingente de Keira, e essa curiosidade de Ivory desperta também um certo interesse em Keira. 

Jeanne percebe que Keira está muito triste por ter abandonado suas pesquisas na África, então resolve inscrever o projeto de Keira para concorrer a uma bolsa científica na Fundação Walsh.

Ao voltar para Londres, para a Universidade onde trabalha, Adrian encontra Walter e este pede desesperadamente que ele apresente seu projeto para a Fundação Walsh, para que com o dinheiro eles possam salvar a Universidade, que está precisando pagar algumas dívidas e melhorar a estrutura, e também para que Adrian retorne para o Chile e consiga dar continuidade a sua pesquisa.

Adrian e Keira se encontram no dia das apresentações dos projetos, na verdade eles se reencontram, no passado eles tiveram um relacionamento e agora ele têm a chance de  conversar novamente, entender o que houve no passado.

Keira passa a noite na casa de Adrian e no dia seguinte ela vai embora, deixando o pingente que tanto intrigou Ivory. Adrian e Walter percebem que aquele objeto é bem mais que um simples pingente.

Keira e Adrian se encontram novamente e começam uma aventura. Viajam da África a China, em busca de respostas e fugindo das pessoas que não querem que eles descubram essas respostas.
"- Mesmo que sejamos europeus, asiáticos ou africanos, qualquer que seja a cor da pele, temos um gene idêntico; somos bilhões, cada um diferente do outro e, no entanto, descendemos todos de um único ser. Como ele surgiu na Terra e por quê? É o que procuro, o primeiro homem! E creio que ele tem mais de 10 ou 20 milhões de anos."
O Primeiro Dia é o segundo livro que leio do autor. Diferente do anterior (E Se Fosse Verdade...) ele não foca apenas na parte filosófica, ele também apresenta vários fatos científicos, porém, atrelados ao misticismo e a espiritualidade. Alguns capítulos do livro são narrados em primeira pessoa por Adrian, como se fosse seu diário, e os demais são narrados em terceira pessoa.


A leitura foi fluída no início, mas depois foi se tornando maçante, os personagens encontravam os meios para a solução dos problemas rápido demais, deixando tudo muito previsível e isto me irritou um pouco.

Este é o primeiro livro de uma duologia. Ele consiste mais em uma introdução para o segundo livro, onde, acredito eu, ocorrerá as principais revelações. O final deste livro conseguiu me deixar muito intrigada.
" Ela também nunca terminou de escrever a sua lista. Mas, em seguida, disse uma frase que nunca vou esquecer. Perder uma pessoa que a gente amou é horrível, mas pior ainda seria não tê-la conhecido."
A diagramação do livro está muito boa, não me lembro de encontrar algum erro. A capa é muito bonita e traduz muito bem a história.

Mesmo não possuindo um enredo muito cativante, a leitura me agradou e talvez também agradará você.


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2 comentários:

  1. Olá, Mayla.
    Ter partes científicas na obra me agrada demais, mas atrelada ao misticismo e espiritualidade, não. Por esse fator, não sei se desbravaria o livro. Além disso, a facilidade na solução dos problemas certamente irá me irritar.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de janeiro. Serão dois vencedores!

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    Respostas
    1. São alguns defeitos que fazem com que a leitura fique um pouco cansativa, mas ele te leva a refletir sobre alguns assuntos e isto é um ponto positivo do livro. Quem sabe um dia você não se anime em conhecê-lo?
      Abraço!

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