23 de ago de 2016

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês um clássico da literatura universal. Fahrenheit 451 é uma distopia escrita logo após o término da Segunda Guerra Mundial. Um livro que mesmo sendo escrito há algum tempo atrás ainda continua muito atual. Confiram!

Título Original: Fahrenheit 451
Título: Fahrenheit 451: A temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima...
Autor(a): Ray Bradbury
ISBN: 8525037249
Ano: 2003
Páginas: 216
Editora: Editora Globo
Nota: 4/5
Adicione: Skoob
A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.
Guy Montag é um bombeiro, sua função, atear fogo nos livros, algumas vezes nas casas que possuem livros ou até mesmo em pessoas que se recusem a ficar longe dos livros. Na sociedade em que Montag vive as casas são revestidas por um material que não pega fogo, e os bombeiros receberam essa nova função; nesta sociedade é proibido possuir e ler livros, sob a justificativa que isso torna as pessoas mais triste, fazendo com que elas pensam demais e fiquem incomodados com a vida que possuem. 

Montag é casado com Mildred. Mildred vive com a "família" que nada mais é que um relacionamento virtual, ela participa de novelas, ou seja, além de assistir aos programas, ela também interage com eles. Ela fica tão entretida com a "família" que não vive no mundo real, ela só pensa em quando vai ter dinheiro para comprar mais uma TV para melhorar sua interação com o mundo virtual.


Em uma tarde, voltando para casa Montag conhece Clarisse, uma jovem que o intriga muito. Clarisse pergunta a Montag sobre seu trabalho, o questiona sobre o modo como vivem, fala sobre o ambiente que os cerca, sobre as sensações e sentimentos. Montag nunca pensou ou falou sobre estes assuntos com alguém, sua esposa mal fala com ele. Depois de conhecer Clarisse, Montag começa a se questionar sobre a sociedade em que vivem, sobre o porque não se pode ler livros.

Em um dia rotineiro de trabalho, Montag e sua equipe vão até uma casa para verificar uma denúncia, dizendo que a dona da casa possui uma biblioteca. A casa ainda é feita do antigo material, sem a proteção contra incêndios. Os bombeiros encontram os livros, e avisam que vão queimar toda a casa, junto com os livros, mas a dona se recusa a sair, ela fica e queima junto com a casa. Esse episódio, além do recente sumiço de Clarisse, deixam Montag ainda mais confuso, ele quer conhecer os livros, lê-los e entender o que eles tanto possuem, o que faz com que as pessoas aceitem perder a vida por causa deles.

Montag então parte em busca de respostas, em busca de algo que ocupe o vazio que ele possui dentro si.
"Então, vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pelos, sem expressão."
Fahrenheit 451 é uma distopia escrita em 1953, um período pós guerra. Bradbury foi muito visionário; a época em que o livro se passa é mais ou menos a época que vivemos, e tirando a parte da proibição dos livros, podemos perceber que a sociedade descrita na obra não é muito diferente da nossa. Por exemplo, Mildred viver mais no mundo virtual, interagindo mais com a "família" do que com as pessoas ao seu redor não te lembra um pouco o que fazemos com a internet, principalmente com um aparelhinho chamado celular?

O livro é escrito em terceira pessoa, divido em três partes. Quando peguei o livro para ler pensei que seria uma leitura arrastada, mas não, minha vontade era não parar de ler, apenas as últimas páginas se tornaram um pouco maçantes, só por isto não consegui dar uma nota máxima. Isto aconteceu porque estava realizando leituras mais simples, nada muito filosófico, e por isso achei parte do fim mais devagar, mas  isso não quer dizer ruim, o livro é ótimo.
"- E porque tinham massa, ficaram mais simples - disse Beatty. - Antigamente, os livros atraíam algumas pessoas, aqui, ali, por toda parte. Elas podiam se dar ao luxo de ser diferentes. O mundo era espaçoso. Entretanto, o mundo se encheu de olhos e cotovelos e bocas. A população duplicou, triplicou, quadruplicou. O cinema e o rádio, as revistas e os livros, tudo isso foi nivelado por baixo, está me acompanhando?[...] - Clássicos reduzidos para se adaptarem a programas de rádio de quinze minutos, depois reduzimos novamente para uma coluna de livro de dois minutos de leitura, e, por fim, encerrando-se num dicionário, num verbete de dez a doze linhas. Estou exagerando, é claro." 
O fato que mais gostei, foi quando Montag em uma conversa com seu superior, percebe que na verdade as pessoas escolheram parar de ler, elas na verdade não foram proibidas de ler, elas apenas se deixaram levar pela propaganda de que ler te deixava infeliz e de que participar dos programas televisivos, interagir com as pessoas por meio de uma tela, te fazia plenamente feliz e com isso quem queria ler era considerado um criminoso, um perigo para a felicidade das outras pessoas.


Enfim, não tem como não indicar essa obra, leiam, leiam, leiam!!! Uma obra indispensável para os amantes do gênero.


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