30 de set de 2015

Tocando as estrelas, Rebecca Serle

Olááá!  Hoje resolvi variar um pouco e trouxe mais uma resenha literária. "Tocando as estrelas" foi minha leitura de férias de julho e é muito mais profundo do que aparenta, tem uma linguagem fácil além de nos colocar por dentro do mundo por trás das câmeras. Vamos lá?

Autora: Rebecca Serle
Editora: Novo Conceito
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 224
I.S.B.N. 9788581637334


Quando Paige Townsen deixa de ser uma simples aluna do ensino médio para se tornar uma celebridade, sua vida muda do dia para a noite. Em menos de um mês, ela troca as ruas da sua cidade natal por um set de filmagens no Havaí e agora está conhecendo melhor um dos homens mais sexies do planeta segundo a revista People. Tudo estaria perfeito se o problemático astro Jordan Wilder não fincasse o pé em uma das pontas desse triângulo cinematográfico. E Paige começa a acreditar que a vida, pelo menos para ela, imita a arte.

 Em primeiro lugar, tenho que destacar o trabalho feito pela editora. A capa e diagramação do livro estão perfeitas, os capítulos são curtos e possuem aquelas luzes de cinema para dar um toque. Como segundo ponto, eu não conhecia a Vanessa e nem a obra e já fui pesquisar, descobrindo que esse livro é a primeira parte de uma série o que explica muita coisa. Pois bem, começamos a narração em primeira pessoa de Paige, que é aspirante a atriz. Quando vê a oportunidade para testes de uma trilogia de livros que sua melhor amiga, Cassandra, ama, Paige cria coragem e vai fazer. Além da Cassandra, a jovem tem como amigo o Jake, e eu jurei que ele que fincaria o pé na outra parte do triângulo. Me enganei.

Capa do Segundo livro.

PG consegue vencer as outras candidatas e parte para as gravações. Ela fica próxima de como a sinopse descreve, "um dos homens mais sexies do planeta",  o Rainer Duvon. Os dois contracenam bem, apesar de não ser "perfeito" pois Paige tem muita dificuldade com as gritarias do diretor. Como um bom amigo, está sempre a acalmando. Só que no livro, há um triângulo amoroso. Falta um personagem e o escalado para o papel é Jordan Wilter, inimigo número 1 de Rainer. E aí vocês já podem imaginar, Paige se vê próxima dos dois e em um dilema.

"As pessoas sempre dizem que há milhões de maneiras de resolver um problema, que não existe resposta simples para uma pergunta. Não é verdade. Existem apenas duas vias a serem seguidas a qualquer instante. A via que leva você para alguma coisa - estrelato, amor, desastre - e aquela que afasta você de tudo isso. A todo momento, a qualquer instante, você precisa fazer o melhor que pode para saber qual é qual."



Além disso, ela sente falta de casa e dos seus amigos, que inclusive vão visitá-la com uma novidade que ela não aceita bem. Jake e Cassandra acabam se afastando, e é nesse momento que vemos a personagem mais perdida ainda. Gostei muito das situações que permeiam a vida dos atores, tanto nas gravações detalhadas pela garota, quanto nas fotos e entrevistas. Rebecca conseguiu exprimir muito bem o que "rola" por trás das câmeras. O lugar escolhido para as locações, o Havaí, levantou curiosidade. Não só pelas praias, mas também pelos lugares contidos no roteiro que ela ganha de Cassandra. O livro que fala de uma adaptação literária em filme daria um ótimo filme rs.
Passei dezessete anos sem nenhum namorado, sem nada além de uma paixonite, e agora eles são dois. Dois caras tão diferentes, como se fossem de espécies distintas, e , ainda assim, o jeito como eu me sinto perto deles...Nunca pensei que alguém pudesse ter sentimentos por duas pessoas ao mesmo tempo. Parece ridículo. Cassandra se apaixonava constantemente, e eu sempre a chamei de volúvel. Mas agora é como se, dentro de mim, Jordan e Rainer estivessem disputando um lugar no meu coração. E eu não sei por quem torcer, porque, se eu pensar em um, sinto que estou traindo o outro. (Página 193)

Sobre o triângulo, em nenhum momento consegui me decidir. Achei que ela trabalhou ambas as relações bem, embora o relacionamento com o tenha sido mais explorado. O que me pareceu é que com Jordan foi aquela "paixão" que arrebata mesmo sem conhecer, então não precisou de muito desenvolvimento, apesar dos diálogos entre os dois serem bem profundos. Também ressalto que os dois rapazes são ótimos. Mesmo com o mistério que cerca a inimizade (que ao final é revelado) fica claro que eles têm estilos e jeitos diferentes, mas um bom coração.

"Mas saber o que é certo não torna uma decisão mais fácil. É uma escolha. E, assim que você faz uma, desiste das outras."

Para as românticas de plantão ou fanáticas por um bom triângulo, "Tocando as estrelas" é um prato cheio.

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