5 de out de 2015

A Escolhida - Lois Lowry

Olá pessoal, tudo bem?

O livro de hoje é o segundo volume da série O doador de memórias (resenha aqui). O cenário apresentado é totalmente diferente do primeiro, mas a opressão, a obediência a um grupo de autoritários chefes ainda é presente. Uma ótima leitura, confiram!

Título Original: Gathering Blue
Título: A Escolhida
Autor(a): Lois Lowry
ISBN: 9788580413472
Ano: 2014
Páginas: 192
Editora: Arqueiro
Nota: 5/5
Adicione: Skoob
Órfã portadora de uma deficiência, Kira precisa enfrentar um futuro assustadoramente incerto. Vivendo em uma civilização que descarta os mais fracos, ela sofre hostilidade dos vizinhos, que a acusam de ser inútil para a comunidade. Quando é chamada a julgamento pelo Conselho dos Guardiões, Kira se prepara para lutar pela vida. Mas, para sua surpresa, os autoritários chefes já têm outros planos e a encarregam de uma tarefa grandiosa: restaurar os bordados de uma túnica centenária que contam a história do mundo. Escolhida por seu talento quase mágico para bordar, a jovem fica radiante com a honraria. Quando dá início ao minucioso serviço de investigação do passado, ela depara com uma série de mistérios nas profundezas do universo que achava conhecer tão bem. Confrontada com uma verdade chocante, Kira precisará tomar decisões que mudarão sua vida e toda a comunidade. Em A escolhida, Lois Lowry traz ao leitor personagens e cenários distintos de O doador de memórias, mas que complementam a sensacional distopia e abrem um novo horizonte de reflexão para a tetralogia.

Kira é uma adolescente que vive com sua mãe Katrina, ela possuí uma deficiência na perna, sua perna é torta. Por causa desta deficiência Kira não consegue caminhar normalmente, isto não seria problema algum, a não ser o fato de que Kira vive em uma sociedade onde os considerados "inválidos" as pessoas que possuem algum tipo de deficiência são deixados no Campo, um local fora da cidade, cuja lenda diz que feras aparecem no local à noite.

De uma hora para outra a mãe de Kira adoece e dias depois falece. Kira enterra sua mãe e fica alguns dias no Campo esperando que a alma de sua mãe vá embora, seguindo a tradição. Ao retornar para seu humilde casebre, Kira descobre que os poucos pertences dela e da mãe foram queimados para evitar que a doença de sua mãe se espalhasse, mesmo ela sabendo que a doença que afetara sua mãe não era contagiosa.
"Ela lançou um último olhar para o corpo sem vida que um dia abrigara sua mãe e perguntou-se onde poderia ir."
Sozinha, sem ninguém para defendê-la Kira é ameaçada por seus vizinhos, principalmente por Vandara ódio mortal desta mulher, que comanda um grupo de mulheres, para solicitar que o espaço ocupado pela casa de Kira seja usado para construção de um cercado para os pequenos. Como Kira é considerada uma inútil para o vilarejo que vive, Vandara decide levá-la ao Conselho dos Guardiões, para exigir que Kira seja levada para o Campo e que as mulheres do vilarejo possam tomar seu terreno.


Kira é uma menina forte, sua mãe a ensinou a ser independente apesar de todas as suas dificuldades, para que ela não fosse ou se sentisse um fardo para ninguém. No entanto Kira sabia que a lei não estava a seu favor, ela só sobreviveu devido ao fato de seu pai ser um grande caçador e seu avó fazer parte do Conselho. Kira tinha muita esperança, porém sabia que suas chances de permanecer no vilarejo eram poucas.
"Ela costumava estar ali. Agora não estava mais.Vida que segue." 
Mas Kira não esperava pelo que estava por vir, ao invés de ser expulsa da comunidade Kira é solicitada para realizar a restauração da túnica do cantor. Esta túnica conta a história da humanidade, onde uma vez por ano, no dia da Congregação, o cantor utiliza a túnica e entoa um canto referente aos desenhos bordados na túnica.

Kira se sente honrada, sua mãe realizava todos os anos pequenos reparos na túnica, ela sempre ajudava, mas o trabalho de restauração que foi incumbido a ela era de uma honra ainda maior, poucas pessoas podiam tocar na túnica.

Então Kira vai morar no prédio do Conselho, lá ela tem contato com coisas que ela nem imaginava existir, como água encanada. Ela também conhece Thomas, o entalhador, como ela, ele também possui um dom especial. Kira começa a realizar a restauração da túnica, ela é muito boa no que faz, seu trabalho é quase mágico. Ela aprende sobre as cores e como obter o pigmento perfeito com a anciã Annabella.
"Algo acontece quando trabalho com linhas. Elas parecem saber o que fazer sozinhas e meus dedos apenas as acompanham."
Com o passar do tempo Kira vai se tornando muito amiga de Thomas, e seu trabalho de restauração corre na mais perfeita ordem, exceto pelo fato de que Kira não possui e não sabe como obter a cor azul. A única coisa que ela sabe é que um povoado distante, além do Campo, possui a cor azul.

Kira possui um amigo que vive fora do Conselho, o garotinho Matt e o cãozinho Toquinho. Ao saber que Kira precisava da cor azul, Matt e Toquinho partem em busca dela. 

Durante sua estadia no Conselho, Kira e Thomas descobrem alguns segredos obscuros, o porque deles estarem ali, o porque deles serem os escolhidos.

Agora Kira terá que descobrir todos os mistérios escondidos pelos guardiões e também terá que lidar com uma notícia chocante trazida por Matt do vilarejo além do Campo.
"Não é verdade. Eu preciso de todos vocês. Nós precisamos uns dos outros."
A escolhida é o segundo volume da série O doador de memórias, o livro é narrado na terceira pessoa, também apresenta uma sociedade futurista, porém nos é apresentado um cenário totalmente diferente do primeiro livro.

Neste livro Lois Lowry não nos mostra uma sociedade certinha, com tecnologias e sim uma sociedade com pessoas ligadas ao misticismos e que vivem em uma situação onde a comida é pouca, e que para consegui-la é preciso caçar, elas também não possuem nenhum tipo de conforto. No entanto a autora volta ao tema "cor" do livro anterior, no primeiro livro a sociedade de Jonas não via as cores e na sociedade de Kira pouca pessoas tinham o dom de colocar a cor nos tecidos.

Uma coisa que achei interessante é que eles não recebem o nome completo logo ao nascer, conforme eles vão adquirindo idade, ganham uma sílaba no nome, por exemplo, quando Kira nasceu ela se chamava Kir. Portanto quando mais sílabas o nome possui, mas anciã é a pessoa.

Assim como em O doador de memórias, Lois Lowry deixa muitas pontas soltas em A escolhida, prendendo ainda mais o leitor, espero que a Editora Arqueiro não deixe os leitores na mão e publique os dois últimos volumes The messenger e Son.

A escolhida é uma leitura rápida e envolvente, uma leitura super recomendada, não deixem de conferir, principalmente para quem já leu O doador de memórias, tenho certeza de que vão gostar.


2 comentários:

  1. Olá, Mayla.
    Achei interessante o recurso usado pelo autor, de fazer uma continuação "desconexa" da primeira obra. Imagino que ela vá unir tudo futuramente e isso dá aquela curiosidade de como ele fará.
    Além disso, Kira me pareceu ser uma boa personagem. Quero conhecê-la.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de outubro. Serão seis livros para três vencedores.

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    Respostas
    1. Achei muito interessante essa "pegada" da autora, me deixou ainda mais curiosa pelas obras seguintes. Espero que a editora Arqueiro não decepcione os leitores. A Kira é uma ótima personagem mesmo. Não deixe de conferir... =D
      Abraço!

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