10 de dez de 2015

O Universo no Olhar (I Origins), 2014

Olá pessoal, tudo bem?

O tema do filme de hoje traz aquela velha discussão entre a ciência e a crença, porém de uma forma diferente, não te obrigando a acreditar e sim te fazendo refletir, te fazendo pensar. Confiram!


O filme começa nos apresentando o biólogo molecular Ian Gray (Michael Pitt), ele é fascinado pela biometria da íris ocular, dizendo que cada uma é única não havendo outra igual no mundo. Ele dedica sua vida a provar sua hipótese de que o olho evolui sem a ajuda de um "Designer Inteligente", ou seja, sem a intervenção de Deus. Por meio dos olhos ele quer provar a inexistência de um Ser superior, já que os religiosos dizem que "os olhos são a janela da alma".

Devido a sua obsessão por  olhos, Ian têm como hobbie tirar fotos de íris que chamam sua atenção, e por causa desta sua mania, em uma festa de Halloween, Ian conhece Sofi (Astrid Bergès-Frisbey).  Eles vivem um momento romântico e Sofi vai embora.

Ian fica intrigado pela moça, ele nem viu o rosto de Sofi na festa, pois sua fantasia mostrava apenas os olhos, mas ele ficou com aqueles olhos perturbando sua mente. Por diversas coincidências as quais podemos chamar de destino, Sofi e Ian se reencontram e começam um relacionamento.

Neste meio tempo, Ian continua trabalhando em sua pesquisa, tendo a ajuda de seu amigo e companheiro de laboratório Kenny (Steven Yeun) e a caloura Karen (Brit Marling). Por Karen ser uma caloura Ian não lhe dá muito valor no começo, mas logo que ela levanta uma teoria que poderá ajudar Ian a provar sua hipótese, Ian se surpreende e começa a valorizar o trabalho de Karen.


O relacionamento entre Ian e Sofi torna-se mais sério, mesmo Ian sendo um cético e Sofi sendo uma mulher que acredita veementemente num Ser superior, numa energia que rege o universo.

Depois de muita pesquisa, Karen consegue encontrar um organismo que possui o olho zero, tudo que eles precisavam para conseguirem construir um olho. No entanto essa descoberta acontece bem no dia do casamento de Ian e Sofi, e é claro que quando Ian recebe essa notícia ele corre para o laboratório, levando Sofi consigo. 


Ao chegar no laboratório Sofi fica indignada com os métodos que Ian utiliza para realizar sua pesquisa, o clima entre eles fica pesado. O que Ian não sabia é que antes daquele dia terminar, Sofi deixaria de fazer parte de sua vida.

E assim o filme dá um salto de sete anos, Ian se casa com Karen, que está grávida dele, eles conseguiram desenvolver sua pesquisa e agora Ian está divulgando seus resultados, provando que sua teoria estava correta. Mesmo depois de sete anos após a morte de Sofi, Ian ainda sente por não ter conseguido se despedir dela.

Quando o filho de Ian e Karen nasce, é realizado um teste de escaneamento de retina, assim o bebê é cadastrado em um banco de dados e recebe um número, como se fosse um documento de identidade, uma impressão digital. Ao ser escaneada a retina do bebê a foto de um idoso aparece no monitor, a médica diz que isto é comum, reinicia o sistema e refaz o exame.

Alguns meses depois Ian recebe um telefonema de uma médica alegando que seu filho possa ter autismo, e que o bebê deve ser levado para que eles possam fazer alguns exames. 

Após os exames, Ian e Karen ficam intrigados, pois a médica mostrou apenas fotos aleatórias de lugares, pessoas e animais e observava quais chamavam mais a atenção do bebê. Ao conhecerem o campo de pesquisa da médica, Ian e Karen entendem o que a médica realmente queria, ela quer provar que a partir dos olhos pode-se provar a existência da alma. Ao visitar os lugares mostrados nas imagens para seu filho, Ian descobre que aquelas fotos eram relacionadas a vida do idoso que foi compatível com o resultado do escaneamento de retina de seu filho, que a morte do idoso fora próxima a data de concepção de seu filho.

Partindo disto, Ian, Karen e Kenny, começam a verificar as compatibilidades das íris e por uma sugestão de Karen, eles procuram a compatibilidade para a íris de Sofi. Eles encontram a íris de Sofi cadastrada a três meses na Índia e é para lá que Ian vai. Ian vai para Índia em busca de uma criança que possui o olhos pelos quais ele se apaixonou e que não teve tempo de se despedir, ele vai ao encontro de tudo que ele julga não existir.


Mesmo o filme possuindo este nome esperava um filme um pouco mais científico e menos espiritual. Este filme foca mais no lado filosófico, a eterna discussão entre a ciência e a crença, porém de uma forma diferente, não caindo tanto no clichê, achei um roteiro não forçado como os outros do gênero. O filme apresenta um roteiro bem inteligente, que faz pensar.

Bem, eu gostei do filme mas não achei tão excepcional como muitas críticas que li, é um bom filme que vai te fazer parar para pensar um pouco, talvez você se emocione, talvez não, tudo irá depender de suas convicções sobre o mundo.
"Cada pessoa neste planeta têm o seu próprio e único par de olhos. Cada um, seu próprio universo."
Título Original: I Origins
Ano de Produção: 2014
Dirigido Por:  Mike Cahill
Gênero: Drama, Ficção Científica
Nota: 3/5


Acompanhe o blog nas redes
Instagram ♦ Twitter ♦ Facebook ♦ Google+

2 comentários:

  1. A premissa é bem interessante, principalmente por fugir do clichê. Contudo, acredito que eu gostaria mais do filme se ele fosse mais "científico", como você mencionou. Porém, ainda assim, pretendo assistir à obra.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de dezembro. Serão dois vencedores!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mesmo sendo um filme focado mais no lado filosófico, é um filme que vale a pena ser assistido, você vai gostar!
      Abraço!

      Excluir

© Tudo que Motiva - 2014. Todos os direitos reservados. Tecnologia do Blogger.